28 de mai de 2012

as cadeiras

está lá o gauguin na casa amarela com van gogh, finalmente. passado um mês, um mês e meio, fica um pouco complicado porque o gauguin é muito impositivo em suas ideias, tem táticas muito elaboradas de desacorçoar as pessoas e suas concepções são absolutamente diferentes das de vincent. este ainda considera gauguin o máximo, mas começa a ficar meio sufocado demais, meio se anulando demais, embora se esforce muito em adotar os ditames artísticos do mestre. mas aí não deu. ele tenta recuperar o pé na realidade, pintando coisas concretas (gauguin defendia que se pintasse apenas "de cabeça", a abstração, a idée), e também, meio desafiador como é e sempre foi, o embate interno que sentia dentro de si vem para a tela. a briga é uma réplica do quadro com a bíblia e a joie de vivre, que comentei antes aqui, mas agora encenada com cadeiras, não com livros, e em duas telas separadas. novembro de 1888.

a cadeira de van gogh

      
a cadeira de gauguin